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Colonoscopia Virtual

A colonoscopia virtual (CV) é um exame radiológico realizado através de cortes tomográficos finos que geram imagens do cólon que podem ser reformatadas em múltiplos planos e processadas para criar imagens do interior do intestino grosso, semelhantes àquelas obtidas na colonoscopia convencional(1,2). O exame tem duração média de 20 minutos e não requer sedação ou uso de contraste endovenoso.
Na última década, a CV tem sido cada vez mais utilizada para a investigação de pólipos colônicos e câncer colorretal (CCR), bem como na avaliação da extensão da doença diverticular.

A maioria dos casos de CCR deriva de pólipos adenomatosos que evoluem de forma indolente para lesão invasiva, com tempo médio estimado em 10 anos para pólipos menores que 10 mm, fornecendo uma janela temporal satisfatória para a detecção e remoção de pólipos precursores, o que reconhecidamente reduz a morbimortalidade relacionada à doença(1,2,4). Mesmo assim, o CCR representa a terceira causa mais comum de neoplasia maligna entre os brasileiros pelas estimativas do INCA para 2012(3). Tal fato reflete indiretamente falhas ou dificuldades no processo de rastreamento. Neste contexto, a CV apresenta-se como mais uma opção disponível para o rasteamento do CCR, notadamente nos casos em que a colonoscopia convencional não seja possível ou seja incompleta, sendo sugerida desde 2008 pelo Projeto Diretrizes de Rastreio e Vigilância do CCR elaborado pela Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva(4) .

Indicações:

  • Indivíduos assintomáticos com baixo risco de desenvolver CCR (ausência de polipose familiar conhecida e antecedentes pessoais de CCR);
  • Indivíduos que não desejam ou não podem realizar a colonoscopia convencional ou, ainda, nos casos em que esta esteja incompleta.

Contra-indicações:

  • Após realizar exames radiológicos com contraste oral ou retal, aguardar 7 dias para poder realizar este exame;
  • Obstrução (parada na eliminação de gases e fezes) ou suboclusão intestinal;
  • Diverticulite aguda (dor, febre, diarréia e sinais de infecção intestinal);
  • Pacientes com insuficiência cardíaca, renal e hepática ou outras condições de instabilidade hemodinâmica que possam ser agravadas pelo preparo.

O método é considerado sensível e específico para a detecção de pólipos >10 mm. Pólipos pequenos e médios podem não ser detectados, noentanto se considerarmos o intervalo médio sugerido de 5 anos pararepetição do exame, a perda destas pequenas lesões é consideradaclinicamente insignificante, uma vez que a chance de detecção aumenta nos C exames subsequentes (1,2).

O software para avaliação dos pólipos permite destacar, medir, calcular a distância até a margem anal (A) e precisar a localização do pólipo no cólon (B), bem como detectar área focal de redução de calibre e perda das haustrações (seta vermelha em D), sugestivas de neoplasia. Pela análise dos cortes tomográficos seccionais pode-se ainda surpreender achados adicionais intra-abdominais, como fistula vésico-colônicas, espessamento parietal intestinal (seta verde em C), borramento dos planos adiposos e linfonodos pericolônicos (setas amarelas em C), lesões viscerais ou causas de compressão extrínseca colônica vistas na colonoscopia convencional.

Instruções para o exame:

A limpeza do intestino é imprescindível para realizar a colonoscopia virtual. O preparo para o exame se resume à adoção de uma dieta líquida e ao uso de laxantes (conforme preparo fornecido na clínica) que devem ser cumpridos integralmente na antevéspera e véspera do procedimento, principalmente pelos indivíduos constipados.

Durante o procedimento, é necessária a colocação de ar no intestino com o uso de uma fina sonda retal, sendo bem tolerado pela grande maioria das pessoas.
Após o exame, o paciente pode retomar suas atividades habituais.

Para maiores esclarecimentos:

Canal Médico : (83) 9195 -1515 Central de Marcação: (83) 3227- 1500

Referências bibliográficas:

  1. Pickhardt PJ, Kim DH. CT colonography: Principles and practice of virtual colonoscopy. 1a ed. Philadelphia: Saunders; 2010.
  2. Macari M, Bini EJ, Jacobs SL et al.Colorectal Polyps and Cancers in Asymptomatic Average-Risk Patients: Evaluation with CT Colonography. Radiology 2004; 230 (3): 629-36.
  3. Instituto Nacional do Câncer [internet]. Rio de Janeiro: Estimativa 2012. Incidência de câncer no Brasil. Acesso em 28/02/2012. Disponível em:http://www .inca.gov .br/estimativa/2012/
  4. Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva [internet]. São Paulo: Rastreamento e Vigilância do Câncer Colo-retal. Prevenção secundária e detecção precoce. Projeto Diretrizes. 2007-2008. Acesso em 28/02/2012. Disponível em: www.sobed.org.br.
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